Quando a preparação é o único objectivo da Selecção Nacional de sub-21 para os próximos anos, falhada a qualificação para o Euro-2009, não podia ter sido mais moralizador o resultado, sobretudo o resultado, do particular com a Espanha, histórica rival que Portugal venceu por 4-1, esta fria noite de terça-feira, no Cartaxo.
Orlando Sá, avançado do Sp. Braga e que em três convocatórias para o campeonato nunca saiu do banco, foi a figura do encontro, com três golos de cabeça, que estiveram perto de ser quatro, tamanha a eficácia do jovem ponta-de-lança de 20 anos na hora de apontar à baliza.
Frente a uma Espanha campeã da Europa de sub-19, mas novata na realidade sub-21 - seis estreantes no onze (quatro deles campeões europeus, num total de sete) -, Portugal, também em formação, ainda que Rui Fonte fosse o único estreante na equipa inicial, mostrou ser uma equipa determinada, mesmo tendo pela frente nomes sonantes, casos do médio do Barcelona Sergio Busquets, de dois companheiros de Simão Sabrosa no At. Madrid (Camacho e Domínguez) ou Fran Mérida do Arsenal.
Os primeiros minutos estavam longe de antecipar o final que se seguiria. Quando Rui Fonte inaugurou o marcador, aos 20 minutos, após assistência de Balenziaga, o sentido do jogo era o oposto, pelo que não causou estranheza a grande penalidade, convertida por Parejo, aos 23 minutos, após falta cometida por Miguel Vítor na pequena área.
Mas a mudança de Pereirinha, jogador com mais internacionalizações do grupo (8), para a direita, por troca com Candeias, viria a tornar-se decisiva, ao trazer uma nova dinâmica à equipa nacional, que, a partir de então, assumiu o comando. Aos 37 minutos, nasceu, de canto, a primeira assistência de Pereirinha para Orlando Sá, aos 43, num cruzamento, estava feito o bis de ambos.
O segundo tempo trouxe a coroação de Orlando Sá e experiências de parte a parte, sobretudo de Portugal, com Rui Caçador a alterar por seis vezes (e sempre troca por troca) o onze. Yazalde, que entrou aos 46 minutos, para o lugar de Fonte, assistiu o hat-trick do jovem ponta-de-lança.
Não foi uma exibição de encher o olho, particularmente na segunda parte, mas o resultado sim e é este quem manda.
Ficha
Jogo particular
Estádio Municipal do Cartaxo
Árbitro: Hugo Miguel
PORTUGAL
Rui Patrício (Ventura, 46); João Gonçalves (Bura, 58), Miguel Vítor (André Pinto, 46), Daniel Carriço e Ruben Lima; Candeias (João Aurélio, 75), Castro (João Martins, 65), Stélvio e Pereirinha, cap.; Rui Fonte (Yazalde, 46) e Orlando Sá
Suplentes não utilizados: Pedro Moreira
Treinador: Rui Caçador
ESPANHA
Sergio Asenjo, cap.; Azpilicueta, Echaide (Javi Martinez, 46), Domínguez e Balenziaga (Canella, 57); Aarón, Sergio Busquets, Camacho e Fran Mérida (Jordi Alba, 83); Parejo (Raúl, 83) e Adrián López (Bueno, 68)
Suplentes não utilizados: De Gea e Lillo
Treinador: Juan López
Ao intervalo: 3-1
Marcadores: 1-0, por Rui Fonte (20); 1-1, por Parejo, g.p. (23); 2-1, por Orlando Sá (37); 3-1, por Orlando Sá (43); 4-1, por Orlando Sá (55)
Disciplina: cartão amarelo a Miguel Vítor (22) e Orlando Sá (88)
Chat SLC
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
2 comentários:
o segredo esteve nos apanha bolas lol
também acho!!
os apanha bolas é que fizeram tudo (para além de que os homens não gravam os jogos mas sim os apanha bolas lá atrás)
Enviar um comentário